Quase todo mundo que estuda inglês já começou um baralho de revisão com entusiasmo e abandonou semanas depois, com uma fila enorme de cartões esperando. O problema raramente é o método. É a forma como a revisão entra no dia: grande demais, desligada do que você está estudando e cheia de cartões que não dizem nada sobre você.
A revisão rende mais quando traz de volta aquilo que você mesmo errou. Um cartão com uma frase que você disse, e a forma correta ao lado, tem contexto: você lembra da situação, do que queria dizer e de por que errou. Um cartão genérico, com uma palavra solta, compete com tudo o que você já viu em listas parecidas.
No Kin English, cada erro corrigido vira um cartão na sua Revisão do dia. Ele volta no momento em que você está prestes a esquecê-lo. Você não precisa montar nada: estudou, errou, o cartão nasce sozinho.
A revisão espaçada funciona porque espalha o esforço. Uma sessão curta todo dia rende mais do que uma maratona no fim de semana, e cansa muito menos. Associe a revisão a um momento que já existe na sua rotina: o café, a fila, o intervalo do almoço.
Se num dia não der para revisar tudo, revise um pouco. O objetivo é manter o contato, não zerar a fila a qualquer custo.
O ganho da revisão está no esforço de lembrar. Antes de responder, monte a frase inteira na cabeça, ou em voz alta. Se acertar com hesitação, tudo bem: o importante é ter buscado a resposta sozinho. Se errar, leia a correção com calma e tente de novo. Na revisão, pode tentar quantas vezes quiser.
Evite passar pelos cartões só olhando. Reconhecer uma resposta é muito mais fácil do que produzi-la, e é a produção que você vai precisar numa conversa.
Quando a fila cresce, a revisão vira culpa, e culpa afasta. Duas atitudes ajudam:
Quando não houver nada para revisar, aproveite: é sinal de que você está em dia.
De tempos em tempos, repare quais erros pararam de aparecer. Uma estrutura que você errava toda semana e agora sai certa é progresso concreto, mais confiável do que qualquer sensação. E se um mesmo erro insiste em voltar, talvez valha estudar a explicação de novo, em vez de só repetir o cartão.
A revisão não precisa ser chata. Precisa ser curta, sua e frequente. Se você ainda não sabe por qual livro começar, o teste de nível ajuda a encontrar o ponto de partida.