Dizer que seu inglês é básico ou intermediário nem sempre ajuda a escolher o que estudar. Uma forma mais útil de pensar no assunto é observar o que você já consegue fazer: se apresentar, contar uma história, explicar uma opinião ou participar de uma reunião.
A escala CEFR organiza essas habilidades em seis níveis, do A1 ao C2. Ela serve como referência para planejar seus estudos.
Antes de pensar em letras e números, faça algumas perguntas a si mesmo. Você consegue se apresentar e responder sobre trabalho, família e rotina sem preparar antes? Consegue contar o que fez no fim de semana usando o passado? Consegue explicar por que prefere uma opção a outra e manter a conversa quando a pessoa discorda?
Pense também em situações concretas. Pedir uma informação numa viagem, escrever um e-mail curto para um colega, acompanhar um vídeo sem legenda sobre um assunto que você conhece. Cada uma dessas tarefas aponta para uma faixa da escala, e o que você faz com conforto diz mais do que o nome do último curso que concluiu.
Seja honesto com o que é esforço e o que é tranquilo. Conseguir algo com muita pausa e apoio é sinal de que aquilo está sendo construído, e não de que já está dominado. Esse é justamente o ponto em que vale estudar.
Um material muito difícil pode deixar você sem saber por onde continuar. Um conteúdo que já conhece bem pode oferecer pouca oportunidade de prática. Procure um ponto em que consiga acompanhar e ainda encontre algo novo para aprender.
É normal ter mais facilidade em uma habilidade do que em outra. Você pode ler com tranquilidade e precisar de mais tempo para falar. Use isso para decidir onde concentrar sua prática.
O teste de nível traz perguntas sobre o que você consegue fazer em inglês hoje. Leva cerca de dois minutos e sugere um livro para começar.
O resultado é uma orientação inicial. Se o conteúdo parecer fácil ou difícil demais durante as aulas, você pode ajustar o nível. O importante é encontrar um caminho que ajude você a continuar aprendendo.
Use as primeiras semanas como confirmação. Se as explicações parecem óbvias e os exercícios saem sem esforço, talvez valha subir. Se cada frase exige consulta e você termina a sessão cansado sem ter falado, talvez valha descer um pouco e ganhar base.
Mudar de nível não é voltar atrás nem pular etapa por vaidade. É ajustar o ponto de partida ao que você realmente faz hoje, para que cada sessão traga algo novo e possível.